Afinal de contas, resgatar para que?
O espaço dado à cultura, nesses novos tempos de globalização, apesar do amplo acesso à informação, tem sido muito limitado. Existe um paradoxo muito grande entre a quantidade de informações e a qualidade das mesmas. Essa quantidade de informações, muitas vezes promove a perda da identidade cultural de um povo.
Nesse sentido, esforços têm sido feitos por meio de instituições, sejam elas públicas ou não, para se resgatar a autenticidade cultural de determinados grupos sociais, a fim de valorizar e não deixar se perder toda a construção sociológica e antropológica desse grupo. É caso do Museu da Gente Sergipana.
O museu, localizado em Aracaju conta com a parceria entre o Governo do Estado e o Banese ( Banco do Estado de Sergipe). Ele tem como principal objetivo facilitar o acesso de forma interativa de toda produção cultural, erudita ou não, dos principais agentes modificadores sergipanos, apresentando suas riquezas materiais e imateriais, promovendo assim sua valorização.
Em seu espaço podem ser encontradas exposições temporárias e permanentes. Esta última conta com um rico acervo interativo que compreende aqui algumas exposições: Foyer, um espaço de circulação do museu; Jose vende; que permite ao visitante sua interação transportando-o para o universo das feiras livre sergipanas; Mapa da Gente, com depoimentos de moradores de diversas localidades do estado de Sergipe; Nossos Leitos, onde através de um túnel interativo projetado a 360° é mostrada a diversidade da fauna e flora sergipana; Nossos Pratos, que combina de forma interativa aspectos culinários da cultura do sergipano em sua mesa; Midiateca, com acervo físico e ipads; Isso tudo pode ser visto através de recursos tecnológicos disponibilizados no Museu.
Um dos principais projetos do Museu da Gente Sergipana, o Projeto Âncora, do Instituto Banese, apresenta um espaço dinâmico onde, através das multimídias interativas e exposições itinerantes é possível mapear, registrar e proteger o patrimônio cultural sergipano, facilitando esse acesso para pesquisas e promovendo uma reflexão sobre a identidade sergipana.
Portanto, o resgatar das manifestações culturais de um povo, através de suas memórias e de seu patrimônio preserva sua identidade e o dimensiona não só geograficamente como também sociologicamente firmando-o enquanto agentes modificadores dessa sociedade. E, nesse sentido, o Museu da Gente Sergipana se constitui como mais uma ferramenta a ajudar nesse processo de resgate da história, da autoestima, das construções e da força que tem o povo sergipano.


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